Quem não se lembra da frase publicitária “Dizê-lo com uma jóia”. Muitas vezes, se associa a jóia com o amor e se aproveita o anel como o método mais romântico e eficaz de pedir em casamento a sua parceira.

Mas por que se utilizam os anéis como símbolo de união e não outra coisa?

Quase tão importante quanto o vestido de noiva, é uma antiga tradição que nos acompanha durante toda a vida, já que uma mulher e um homem casado terão em seus respectivos dedos enquanto estão casados e, mesmo quando se tornam viúvos. É todo um símbolo.

O que é verdade é que em toda cerimônia religiosa de um casamento, não se esquece o momento da troca de anéis. Inclusive em casamentos civis, existe a troca de anéis.

Embora alguns possam pensar que todo esse costume dos anéis soa como um produto das “grandes lojas” para vender mais. Mas não é assim. Nem sequer é um capricho nem do padre nem do juiz de paz. Os anéis já eram utilizados em celebrações pagãs, e foram os católicos que tomaram esta prática na qual se pedia a mão da noiva com um anel e foi o Papa Nicolau I que decretou que o fato de entregar um anel para a noiva era uma declaração formal da intenção de se casar.

Tampouco é fruto da casualidade que o anel seja colocado no dedo anelar. Já na antiguidade, pensava-se que havia uma veia que ia desde este dedo até o coração e que a chamaram “veia do amor”, por isso foi escolhido para levar o símbolo desse sentimento.

Na verdade, o círculo que representa o anel, é uma forma sem começo nem fim, por isso representa o infinito, o ilimitado e, no caso do amor, a eternidade, que é o que se espera do casamento.

Ao longo dos séculos, os anéis não perderam nem o simbolismo nem o significado, mas mudaram a sua aparência, uma vez que começou sendo de couro, de acordo com os escritos egípcios, passando a ser de ferro, na época dos romanos, e terminou sendo de ouro e até incluindo pedras preciosas.

Os anéis representam a união que irá selar duas pessoas para toda a sua vida. Se olharmos para o nosso passado recente, veremos que estes, geralmente, consistiam em dois anéis de ouro amarelo liso e sem cortes, gravados com a data do casamento em seu interior.

Muitos casais optam pelo tradicional, mas existem outros que escolhem algo mais moderno e exclusivo e inclusive personalizado.

O que mais se usa é que os anéis continuem sendo de ouro (amarelo, branco, vermelho), embora também possam ser de platina, inclusive de prata, mas é o de ouro amarelo que os casais tendem a se inclinar. Também se começa a diferenciar o anel da noiva e do noivo, com algum pequeno detalhe como uma pedra preciosa de maior ou menor valor, dependendo do poder de compra de cada um.

Quando duas pessoas se prometem e troca um anel como o início do seu amor, geralmente o colocam no dedo anelar esquerdo e quando se casam passam a nova aliança para o anelar direito, segundo a tradição.

A questão é a mensagem que isso leva, e que é para se aproximar, o anel pode nos dar uma ideia para saber se a pessoa da qual você quer se aproximar está comprometida ou casada. Isso se ela não o retira previamente. Cuidado, isso se não é um método infalível.

A verdade é que a aliança representa o amor que duas pessoas têm e quando termina as alianças também têm o seu final.